Alto Desempenho com IA
Apenas 2% dos líderes avaliam o desempenho de IA da organização como alto na entrega de resultados de negócio mensuráveis (notas 9 ou 10).
Estudo global MIT Technology Review Insights e Databricks
Desafios de escalabilidade, governança semântica e o que separa os 2% das empresas que geram ROI real dos 98% que permanecem travados em pilotos departamentais.
2% dos executivos avaliam a IA da empresa como de alto impacto no negócio
Cada ponto é um dos 100 executivos. Os dois em destaque são os que dão nota 9 ou 10 ao desempenho de IA.
Os números contraintuitivos da pesquisa global que mostram a distância entre a euforia da IA generativa e a geração de valor tangível nos negócios.
Apenas 2% dos líderes avaliam o desempenho de IA da organização como alto na entrega de resultados de negócio mensuráveis (notas 9 ou 10).
Só 12% se dizem "altamente bem-sucedidos" em dados. Em 2021, antes da IA generativa, eram 13%.
65% já implantaram IA generativa, mas só 7% em larga escala. A maioria (58%) fez uma implantação limitada.
Apontam modelos de governança separados para dados e IA como a maior fragilidade para alinhar as duas estratégias.
Dizem que a estratégia de dados é amplamente ou altamente capaz de se adaptar aos avanços futuros da IA. Outros 42% a veem só como moderadamente capaz.
Já usam inteligência de dados hoje. Outros 67% já usam ferramentas de gestão de dados com tecnologia de IA.
Fonte: MIT Technology Review Insights, pesquisa de 2025. Amostra: 800 CIOs, CTOs, CDAOs e outros executivos seniores de dados e tecnologia, em organizações com receita anual de US$ 500 milhões ou mais, em 12 países.
Quatro anos equivalem a uma vida inteira quando o assunto é inteligência artificial. Desde a primeira edição do estudo, em 2021, as capacidades de IA avançaram em ritmo acelerado, com a multimodalidade e a ascensão dos agentes autônomos.
Uma verdade permanece: a qualidade dos resultados de um modelo de IA é tão boa quanto os dados que o alimentam. E a maioria das organizações não está aproveitando as novas práticas de gestão de dados rápido o bastante para acompanhar a IA.
O resultado mais contundente da pesquisa é o contraste entre adoção e impacto. Enquanto 65% das organizações declaram já ter implantado IA generativa, só 7% conseguiram expandi-la em larga escala. E apenas 2% dos líderes avaliam o desempenho de IA como alto (notas 9 ou 10 em uma escala de 10).
Fonte: MIT Technology Review Insights, pesquisa de 2025. Alto desempenho: notas 9 e 10. Intermediário: 7 e 8. Baixo: 1 a 6.
Em dados, o cenário praticamente não mudou desde antes da IA generativa: 12% das organizações são de alto desempenho (eram 13% em 2021), e as de baixo desempenho cresceram de 12% para 18%. Em IA, a distância é maior: 71% estão na faixa de baixo desempenho e só 29% na intermediária.
A maioria das equipes de dados está com dificuldade de atender às necessidades dos modelos e dos casos de uso de IA. As dificuldades com dados estão impedindo as organizações de gerar resultado de negócio valioso com IA.
Dados e IA unificados, governança centralizada e modelos em produção gerando resultado de negócio mensurável.
Casos de uso pontuais, silos e dificuldade de escalar.
Estratégia que não entrega resultado de negócio mensurável.
Fonte: MIT Technology Review Insights, pesquisa de 2025.
Fonte: MIT Technology Review Insights, pesquisa de 2025. A IA tradicional é usada por 97% (71% em larga escala). IA generativa: 65%. IA agêntica: 19%.
O estudo mostra relação direta entre receita e eficácia em dados. Entre as companhias com faturamento acima de US$ 10 bilhões, 32% alcançam o patamar de alto desempenho. Nas de US$ 500 milhões a US$ 1 bilhão, o índice cai para apenas 4%. Por setor, serviços financeiros lideram (21%).
Fonte: MIT Technology Review Insights, pesquisa de 2025.
Por que tantas organizações têm dificuldade em transformar IA em retorno? A pesquisa aponta para a falta de alinhamento entre as estratégias de dados e de IA. Historicamente, as empresas construíram feudos tecnológicos: data warehouses para BI, data lakes para experimentação e iniciativas de machine learning espalhadas. Com a IA generativa, muitas criaram um novo feudo.
A IA generativa deixou claro que as organizações que combinam suas estratégias de dados e IA conseguem implantar abordagens sofisticadas de IA com muito mais facilidade do que aquelas em que dados e IA são gerenciados separadamente.
Perguntamos aos executivos o que mais dificulta alinhar a estratégia de dados à de IA. Três fatores aparecem no topo:
Fonte: MIT Technology Review Insights, pesquisa de 2025. Entre as organizações de alto desempenho em dados, 80% consideram a estratégia altamente capaz de se adaptar.
Fonte: MIT Technology Review Insights, pesquisa de 2025.
Fonte: MIT Technology Review Insights, pesquisa de 2025.
A IA corporativa migra da fase conversacional, em que o modelo responde perguntas, para a fase agêntica: sistemas que raciocinam, formulam planos e acionam ferramentas para concluir tarefas com autonomia. Hoje, 19% das organizações já implantaram IA agêntica, a maioria de forma limitada, e 68% pretendem investir nela nos próximos um a dois anos.
A imagem de adoção universal da IA generativa não se confirma. As maiores empresas lideram, mas poucas escalam. A principal barreira para escalar é a mesma da estratégia de dados: falta de talentos (45%), seguida de infraestrutura fragmentada (41%).
Fonte: MIT Technology Review Insights, pesquisa de 2025.
Fonte: MIT Technology Review Insights, pesquisa de 2025.
Meu cenário de pesadelo é sermos inundados por agentes descoordenados de todos os tipos, muitos dos quais possivelmente redundantes.
O estudo alerta para um risco emergente: o "Caos dos Agentes" (agent sprawl). Fornecedores oferecem cada vez mais agentes prontos, e sem disciplina nas decisões de investimento surgem duplicação, expansão descontrolada e fragmentação. Para a Gilead, um marketplace de agentes ajuda a manter a disciplina, porque avalia segurança e desempenho.
Fonte: MIT Technology Review Insights, pesquisa de 2025.
Um agente só decide bem se tiver acesso aos dados exclusivos da empresa: catálogo de produtos, regras contratuais, histórico de clientes e políticas de crédito. Sem isso, cresce o risco de respostas e decisões erradas. Para Irfan Khan, da SAP, uma camada de dados harmonizada é o primeiro passo crítico de qualquer estratégia agêntica.
Se um agente aprova um desconto ou reclassifica um sinistro, a organização precisa auditar qual dado gerou aquela decisão. Nas palavras de Sejung Lee, Diretora de Dados da KT, a IA agêntica exige recursos bem estruturados, com alto contexto e explicáveis: linhagem, governança e clareza semântica ficam ainda mais críticas.
Rani Johnson, CIO da Workday, descreve dois desafios: a autenticação, para confirmar se o agente tem autoridade para executar uma ação, e garantir dados suficientes para que ele entenda quais ações tomar. A Workday começa por casos de alta viabilidade, pouco volume de dados e baixo risco.
Durante anos, as equipes de dados dedicaram a maior parte da capacidade a alimentar modelos de IA. Agora a relação se inverteu: a IA está sendo usada para limpar, integrar, catalogar e monitorar os próprios dados. 67% das organizações já usam ferramentas de gestão de dados com tecnologia de IA e 69% já usam inteligência de dados, que analisa metadados para dar visibilidade sobre qualidade, uso e impacto dos dados.
Fonte: MIT Technology Review Insights, pesquisa de 2025. As colunas somam uso atual e planos. Só 15% já usam agentes de IA em gestão de dados, mas 65% planejam usar.
Na Navy Federal Credit Union, Dan Chaddock conta que a IA ajuda a focar nos dados que realmente precisam de limpeza: em vez de revisar uma lista enorme em planilha, a equipe passou a olhar só as áreas em que os modelos divergem.
Na 3M, Nithin Ramachandran diz que a empresa avalia ferramentas de IA para gestão da qualidade e observabilidade dos dados. Para ele, o que torna os dados mais inteligentes é adicionar contexto, e isso vem da análise de metadados.
Com inteligência de dados, os entrevistados buscam principalmente melhorar a governança (51%), conectar silos, organizar melhor as informações e ampliar a capacidade de análise (40% cada). Isso também ajuda a enfrentar a escassez de talentos: 54% dizem que o surgimento dessas ferramentas foi motivo para atualizar a estratégia de dados.
O avanço da IA generativa em 2022 e 2023 pegou muitas empresas de surpresa. Com receio de perder a oportunidade, várias se comprometeram cedo com modelos proprietários de grandes fornecedores. Eles deram poder e desempenho, mas limitaram a capacidade de experimentar e personalizar. Os líderes mais maduros agora querem manter as opções de modelo abertas.
Na W.W. Grainger, a prioridade é garantir opcionalidade de plataforma, sem ficar preso a um único fornecedor. A empresa costuma usar um modelo pequeno e de baixo custo no início de um caso de uso, um mais poderoso (e mais caro) depois, e outro diferente perto da produção. Nas palavras de Jonny LeRoy, é preciso ter capacidade de arbitrar entre modelos.
A Fox Corporation tende a usar modelos e plataformas de código aberto sempre que possível. Melody Hildebrandt diz que a empresa é agnóstica em relação a modelos e que o código aberto cria uma pressão saudável sobre o ecossistema proprietário, o que beneficia todos.
Um quarto dos entrevistados coloca uma estratégia multicloud entre as prioridades, e 41% das empresas de telecomunicações, o maior índice entre os setores. A Fonterra tem governança unificada de dados e IA em todas as nuvens que usa, e a KT adota nuvem pública segura com proteções para preservar a soberania dos dados.
Nenhum dos executivos entrevistados acredita que a evolução da IA vá desacelerar. Modelos multimodais 2.0, grandes modelos de mundo, IA explicável e, mais adiante, IA quântica trazem novas oportunidades e novos desafios. Quatro lições de alto nível emergem da pesquisa:
Sem PoCs soltas, sem dono e sem critério. Nos primeiros dias da IA generativa, muitas organizações deixaram a exploração de casos de uso crescer sem supervisão. Os líderes ouvidos agora insistem em entender com clareza as entradas e as saídas dos modelos antes de avançar além das etapas iniciais.
Modelos, fornecedores e produtos evoluem rápido, e nem todos resistirão ao tempo. Hoje há várias opções, incluindo modelos de código aberto, para garantir flexibilidade máxima e evitar o aprisionamento em uma única solução.
Há agentes e ferramentas de IA para automatizar a gestão de dados em todo lugar. Eles trazem ganhos de eficiência, mas também podem gerar duplicação, expansão descontrolada e complexidade. As equipes precisam de disciplina na escolha das novas ferramentas.
A IA generativa entusiasmou executivos e equipes, mas poucas organizações geram resultado de negócio valioso: só 2% avaliam o desempenho de IA como alto. Não faça IA por fazer.
Como organizações de referência colocam esses princípios em prática, segundo as entrevistas do estudo:
Quando a IA generativa ganhou força, revisou a estratégia de dados e passou a tratá-la junto com as iniciativas de IA. Para Rafael Cavalcanti, empresas que combinam as duas implantam abordagens sofisticadas de IA com muito mais facilidade.
Dados e IA integradosA Sports AI é um chatbot que responde sobre os esportes cobertos pelo canal, com base em textos dos jornalistas e comentários dos especialistas. Para isso, a FOX trocou a busca por palavras-chave por busca semântica e vetorizou o conteúdo.
Busca semânticaRecebe mais de 250 grandes conjuntos de dados de mais de 100 fornecedores. Com automação em nuvem, escanear, carregar e deixar pronto para uso um arquivo de 40 terabytes leva de duas a três horas, antes eram vários dias.
40 TB em 2 a 3 horasPrioriza casos de IA agêntica de alta viabilidade, pouco volume de dados e baixo risco, como alertar alguém sobre o mau desempenho do dispositivo. Casos com dados sensíveis, como benefícios, exigem um nível bem mais alto de rigor.
Baixo risco primeiroUsa IA para reduzir previamente a lista de dados a limpar, concentrando o trabalho nas áreas em que os modelos divergem. Para Dan Chaddock, a qualidade dos dados é a maior prioridade.
Qualidade dos dadosDesenvolveu uma solução multiagente já disponível para mais de 3.000 usuários e mantém governança unificada de dados e IA em todas as nuvens que usa, para otimizar a cadeia de valor.
Multiagente e multicloudO estudo ouviu executivos de organizações com receita anual de US$ 500 milhões ou mais, mas os desafios refletem a realidade de médias e grandes empresas no Brasil. De nada adianta investir em licenças caras de software sem uma estratégia unificada de dados de receita, governança de mercado e inteligência comercial acionável. Na Hello Marketing B2B, aplicamos esses fundamentos para transformar marketing e comercial em um motor de alta performance previsível.
Unificamos dados de CRM, ERP, tráfego e bases externas em uma visão única de contas ideais (ICP), sem cadastros duplicados e leads desqualificados.
Modelagem de propensão de compra para identificar quais contas-alvo estão no momento certo de contratar no seu setor.
Automação com supervisão para pesquisa de decisores, personalização de abordagens outbound e nutrição de oportunidades.
Dashboards executivos com atribuição de receita, conectando cada investimento em marketing e tecnologia ao faturamento fechado.
De acordo com o estudo Databricks e MIT Technology Review, o principal motivo é o desalinhamento entre a estratégia de IA e a base de dados subjacente. As maiores barreiras de alinhamento são modelos de governança separados para dados e IA (41%), falta de plataformas tecnológicas unificadas (37%) e abordagens de ROI desconectadas (32%). Sem dados confiáveis, integrados e contextualizados, a IA fica presa em pilotos de baixo impacto financeiro.
Data Intelligence é um conjunto de práticas que analisa metadados para dar visibilidade sobre os dados da organização, sua qualidade, seu uso e o impacto desse uso. Na era agêntica, em que sistemas executam ações de forma autônoma, entender a origem, a linhagem e o contexto dos dados é indispensável para dar ao agente o conhecimento exclusivo da empresa, com controle de acesso e auditoria. Segundo o estudo, 69% das organizações já usam inteligência de dados.
É a proliferação desordenada de agentes de software, adotados de forma independente por diferentes áreas ou fornecedores. Sem disciplina nas decisões de investimento e sem governança central, esses agentes geram duplicação, expansão descontrolada e complexidade adicional, além de riscos de segurança e de conformidade, inclusive com a LGPD.
Mantendo as opções em aberto. Os líderes ouvidos no estudo preservam a opcionalidade de modelos, combinando modelos menores e de menor custo com modelos mais poderosos quando necessário, e dão preferência a modelos e plataformas de código aberto sempre que possível. Também mantêm flexibilidade de nuvem: um quarto dos entrevistados cita uma estratégia multicloud entre as prioridades para dados e IA.
O primeiro passo é unificar as equipes, a governança e as métricas de dados e de IA, priorizando casos de uso de alta viabilidade e baixo risco, com impacto direto na receita, como inteligência comercial B2B, segmentação preditiva e enriquecimento de pipeline. A disciplina estratégica, com entradas e saídas claras e metas de negócio definidas, vem antes da escala.